Este blog resgata a história desses irmãos e ajuda aqueles que buscam sobrenomes envolvidos em sua árvore genealógica. A ideia é mostrar um pouco da cultura italiana remanescente no Sul do Brasil, contar fatos curiosos registrados na pesquisa e exibir fotos tanto da cidade de origem na Itália quanto da região colonizada no Brasil.
Registros gerais do sobrenome Fiori no Brasil
No Brasil, encontramos o registro de Maria Fiori, nascida em São Paulo (SP) em 1898, e Angelina Fiori, nascida em Vinhedo (SP) em 1909, ambas filhas de Cornélio Fiori e Emília Muran (ou Murari). Também há uma família estabelecida no século XIX no Paraná, à qual pertence o comerciante Vicente Fiori, proprietário de uma oficina de funilaria em Curitiba (PR) no ano de 1900. Outro ramo fixou-se em Ribeirão Preto (SP), ao qual pertence Domingos Fiori, que deixou descendência por volta de 1907 com Laurinda Fiori. Há ainda o registro de Antonio Fiori, nascido em 1904 em Minas Gerais.
No Rio Grande do Sul, há o registro da família de Roque Fiori, estabelecida em Porto Alegre, que deixou geração de seu casamento, por volta de 1910, com Rosa Fiori. Na região de colonização italiana, em Conde d'Eu (atual Bento Gonçalves), chegou Roberto Fiori, vindo de Veneza, casado com Catterina Zanin. Já no município de Vila Flores, antigo distrito de Alfredo Chaves (atual Veranópolis), há o registro dos irmãos Giovacchino e Domenico, cujos descendentes são o tema principal deste blog.
Por que o fluxo migratório da Toscana foi tão pequeno?
Ao contrário do Vêneto e da Lombardia — que responderam por mais de 60% de toda a imigração italiana para o Brasil —, a Toscana contribuiu com uma fatia bem menor. As razões econômicas e sociais para isso foram:
O Sistema de Meazeria (Mezzadria): A estrutura agrária da Toscana era dominada pela parceria rural. Embora o camponês meeeiro não fosse dono da terra, ele tinha uma relação de relativa estabilidade com o proprietário (padrone), dividindo a colheita. Essa estrutura amortecia a fome extrema e o desespero social que devastavam os camponeses do Vêneto, onde o minifúndio e o trabalho assalariado miserável empurravam a população para fora do país.
Industrialização e Rotas Internas: A Toscana contava com centros urbanos e pré-industriais em expansão (como Florença, Livorno e Prato) que absorviam parte da mão de obra rural que migrava do campo para a cidade.
Destinos Alternativos: Os toscanos que optavam por emigrar preferiam rotas para países vizinhos na Europa (como França e Suíça) ou para a Argentina, em vez de enfrentar as fazendas de café ou os lotes isolados da serra no Brasil.
A Exceção de Garfagnana: A região de Castelnuovo di Garfagnana e dos Alpes Apuanos era uma das áreas mais pobres e isoladas da província de Lucca. Por ser montanhosa e ter pouca terra cultivável, tornou-se um dos poucos bolsões toscanos com forte pressão emigratória.


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